Como grande fã de Harry Potter, revi os cinco filmes lançados até então, durante toda essa semana, para estar pronto na quarta, quando chega aos cinemas o sexto filme da série, Harry Potter e o Enigma do Principe. Além disso estou relendo o livro do qual o filme foi adaptado, mas enfim, isso não vem ao caso. O interessante de rever os cinco filmes seguidos foi notar as monstruosas diferenças de direção – em especial entre A Câmara Secreta e O Prisioneiro de Azkaban, quando tivemos a primeira mudança de diretor da série – e como a franquia foi melhorando pouco a pouco. Enfim, vamos aos filmes e as rápidas opiniões sobre cada um:
1 – Harry Potter e a Pedra Filosofal: É um início decente, para dizer o mínimo. Não dá pra condenar Chris Columbus, afinal, a única base dele aqui eram as descrições de Rowling no livro. Mesmo assim, só passa como um filme infantil divertidinho, com efeitos bacanas – salvo as criaturas em CGI, como o cão de três cabeças e o trasgo, impecáveis – e um roteiro preguiçoso. Infelizmente, envelheceu muito mal. Nota: 7
2 – Harry Potter e a Câmara Secreta: A maioria esmagadora dos fãs – eu incluso – consideram A Câmara Secreta o pior livro da série. Com isso, acontece o inevitável: comparado aos outros filmes, este é o mais fraco da franquia. Apesar de seguir a risca a cartilha das sequências de blockbusters hollywoodianos, com uma produção muito mais caprichada e cenas de ação em dobro, é chato em vários momentos e bem cansativo. No entanto, é legal ver que apesar de não terem atuações dignas de prêmios, os atores principais já estão completamente a vontade nos papéis – mais que no primeiro filme pelo menos. Nota: 6,5
3 – Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban: A mesma maioria esmagadora que não gosta do livro anterior, ama O Prisioneiro de Azkaban incondicionalmente. E vejam só, esse é, de longe, o melhor filme da série, em quase todos os aspectos. Uma direção de arte fantástica, uma fotografia excelente e uma direção impecável de Alfonso Cuáron. Até os atores estão muito melhores. Não fosse o roteiro, que, apesar de bem amarrado, falha em cortar alguns fatos importantes e adicionar coisas desnecessárias, levava nota máxima. Nota: 9
4 – Harry Potter e o Cálice de Fogo: Junto com o segundo, é o mais fraco de todos, o que é uma pena, considerando que o livro é ótimo. Apesar de boas sequências de ação (as três tarefas são ótimas), o filme conta com um roteiro repleto de cenas absurdas e sem sentido, falas constrangedoras (”É um bom lugar para um banho…”) e diversos furos, além do ótimo Michael Gambon numa versão histérica do sereno Dumbledore. Apesar de tudo, a tão esperada versão para a telona de Voldemort não decepciona: excelente e assustadora, como devia ser. E Ralph Fiennes foi a escolha perfeita para o papel. Mas o filme podia ser bem melhor… Nota: 7,5
5 – Harry Potter e a Ordem da Fênix: O maior e mais cansativo livro da série ganhou uma ótima adaptação. Com alguns cortes necessários e mudanças válidas em relação ao livro, o filme ainda conta com a melhor atuação de toda a franquia – Imelda Staunton, perfeita como Dolores Umbridge – e sequências de efeitos especiais simplesmente sensacionais (a batalha de Dumbledore e Voldemort é de cair o queixo). Só perde pontos pela morte patética de Sirius e a falta de maiores explicações a respeito da profecia, explicações essas que são cruciais para o futuro da série. De qualquer modo, é um filme excepcional. Nota: 8,5